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Dicas da Santivo

Vale à pena pensar em qual faculdade cursar?

Esta aí uma pergunta que essa nova geração de formandos se faz todos os dias. Vale a pena estudar muito para cursar uma faculdade de renome? O que o nome da faculdade pode ajudar ou atrapalhar na hora da busca de estágio? Qual o melhor período para cursar? São tantas dúvidas que circundam essas novas mentes, que nem mesmo nós, profissionais podemos saná-las, entretanto, nós da Santivo vamos tentar ajudar um pouco e, talvez, diminuir essas dúvidas.

Em todos os processos seletivos existentes de Estagiários e Trainees, percebe-se que a maioria esmagadora dos candidatos é descartada na fase de triagem de currículos aparentemente por não terem se graduado em uma faculdade de primeira linha. O recém formado recebe o convite para participar do processo seletivo, se enquadra nos pré-requisitos... Acredita que até já houve uma pré-seleção pelo simples fato de ter sido convidado. E não passa nem da triagem.

E por que esses candidatos não passam pela triagem? Com certeza é a faculdade. Ser formado em uma faculdade de primeira linha não garante que o profissional seja um bom profissional, entretanto minimiza o risco de contratar um péssimo profissional. São pensamentos assim que empresas e escritórios de advocacia têm na hora de escolher um profissional, tudo isso devido a essa nova geração que está chegando para o novo mercado.

São chamados de Y os netos dos baby boomers, aqueles profissionais nascidos no pós-Segunda Guerra nos Estados Unidos. Seus pais, alcunhados de geração X, acumularam riquezas ao custo de muito trabalho, estresse e pouca - ou nenhuma- qualidade de vida, enquanto essa nova geração, gozando da estabilidade financeira conquistada pela família, busca outro tipo de relação com o trabalho. Formados em bons colégios particulares, graduados nas melhores universidades, fluentes em vários idiomas, com perfil crítico e empreendedor e, na maior parte das vezes, com vivência internacional, os Y querem fazer diferente. Esses jovens não abrem mão da qualidade de vida, gostam de realizar atividades que tragam reconhecimento e evolução rápida na carreira - de preferência, sem passar pelos sacrifícios que viram seus pais enfrentar no trabalho.

Porém, ao selecionar apenas gente com esse perfil, muitas organizações e escritórios no Brasil se depararam com questões difíceis de serem administradas, como a alta expectativa e a pouca flexibilidade, muitas vezes traduzida em arrogância. "Imagine só: esses jovens vêm das melhores faculdades e depois passam por processos seletivos árduos e super concorridos. Em algumas situações, de 30 mil candidatos de um programa de Trainees sobram apenas 30". "Ele certamente vai pensar 'eu sou o cara, agora posso relaxar'. Mas não se dá conta que a carreira dele está apenas começando".

Um fato concreto é que alunos egressos de faculdades mais conceituadas são mais disputados e costumam ter um leque maior de opções de estágio e emprego em grandes empresas e escritório sem comparação aos estudantes de escolas de menor prestígio. Quando participam de processos seletivos, os melhores alunos em geral conseguem ser aprovados em duas, três ou até quatro faculdades e se dão o direito de escolher. E são exigentes: se a empresa não atender rapidamente às suas expectativas, eles deixam a companhia e tratam de seguir seu caminho onde acharem que serão mais reconhecidos. Para estes que têm várias opções na mão, avaliam os especialistas, a paciência se mostra bem mais curta do que no caso de jovens que agarraram aquela oportunidade como se fosse a única.

É diante desse cenário que organizações começam a ampliar o foco de atuação em busca de maior diversidade na caça aos talentos. "No Brasil, o baby boom e as chamadas gerações X e Y só se repetiram nas classes A e B. Porém, no país existe muita diversidade a ser explorada". Ou seja, muitas regiões do país começaram somente agora a produzir os seus representantes da geração anterior, a X, caracterizada por profissionais mais pragmáticos, ágeis no aprendizado e pautados pelo senso de oportunidade. São aqueles que querem construir uma carreira sólida e agarram com força as oportunidades que surgem. Diferentemente da geração Y, que usufrui das riquezas financeiras que seus pais acumularam, os X precisam do trabalho para conquistar a ascensão social, profissional e econômica. "Depois que perceberam isso, diversas organizações encontraram jovens com alto nível de competitividade, motivação, boa capacidade cognitiva e uma capacidade emocional até melhor do que os chamados jovens da geração Y formados nas faculdades de primeira linha. E melhor: sem a pressão pela promoção no curto prazo e alta remuneração".

Pesquisa realizada pela Franceschini, empresa especializada em análises de mercado, mostra que 71% das organizações declaram preferir alunos de escolas tradicionais, porém apenas 15% dos profissionais recém-graduados contratados vêm dessas faculdades de primeira linha. Foram entrevistados 259 executivos de recursos humanos de companhias de diferentes portes e regiões do país. "As empresas buscam perfil de 'Super Homem' até nos recém-formados. Querem gente que trabalhe excessivamente, que atenda o telefone de madrugada se for preciso. E é difícil que pessoas que vêm de uma classe social mais elitizada tenham essa flexibilidade exigida pelas empresas", afirma Adélia Franceschini, responsável pelo estudo.

A executiva lembra ainda que, nos últimos anos, houve uma grande evolução no ensino das faculdades particulares no que diz respeito a práticas de mercado. "Na maior parte das universidades tradicionais, o corpo docente está focado e orientado para a pesquisa científica e para a busca de novos conhecimentos, seguindo o modelo de ensino francês. Já as faculdades mais recentes se voltaram para o mercado de trabalho, como o modelo americano. O que existe ainda é um preconceito com relação às escolas menos tradicionais", completa Adélia, lembrando que diversos cursos de universidades possuem pontuação de destaque no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior, do Ministério da Educação. "A maioria dos contratantes traz as suas referências próprias do que são boas escolas, e em geral são aquelas que eram as melhores no seu tempo. Infelizmente os RHs ainda não estudam essa questão profundamente. A contratação é um processo ainda operacional.”

Há dois pontos relevantes nessa discussão. O primeiro é o fato de que as pessoas que tiveram que batalhar e trabalhar para pagar a faculdade amadurece mais rápido e dão mais valor quando conseguem um bom emprego. O segundo é que, na outra ponta, muitas organizações têm paradigmas errados em suas contratações, com freqüência exigindo mais do que precisam. "As empresas perdem pouco tempo na reflexão do que é talento para elas. Querem trazer o melhor dos melhores, mas depois a pessoa vai embora porque não se identifica com aquela realidade". Novamente, tratam-se da necessidade de se rever os filtros. "Será que todos realmente precisam ter inglês fluente?", questiona, lembrando que cerca de 75% a 80% dos jovens são reprovados nos processos seletivos por não atenderem ao nível desejado do idioma.

Cremos que o profissional é um resultado do conjunto de experiências que ele viveu, sejam acadêmicas quanto profissionais. Óbvio que formação conta, porém para isso que a análise de toda a sua experiência deve ser levada em consideração. Gestão de Pessoas, experiência com determinadas ferramentas e/ou ambientes podem ser estrategicamente interessantes em detrimento de uma pessoa com ótima formação, porém sem experiência no dia a dia. Mas é preciso avaliar, é uma grande peça num jogo de xadrez muito truncado. Entretanto hoje em dia vemos a necessidade dos grandes escritórios/organizações priorizarem a faculdade de primeira linha para posições mais estratégicas, em se tratando da área jurídica, especialidade da Consultoria Santivo.

Ao visualizar as demandas de estágio para as vagas: Mercado de Capitais, contratos, societários, tributário, vê-se a exigência da faculdade de primeira linha, como também o inglês. Na hora das posições voltadas para o Contencioso, essa exigência não é tão transparente, apesar dos escritórios optarem ainda sempre como o formado na PUC, do que na UNIP para conhecer primeiro, na hora que recebe os perfis das consultorias contratantes.

A Santivo notou que as empresas andam muito mais abertas na avaliação de um perfil para uma vaga sem faculdade renomada, do que os escritórios. “Os escritórios permanecem exigentes na faculdade, acredito por que seus principais sócios, formadores do escritório, são oriundos das mesmas e exigem que seus funcionários sejam delas também, para manter a forma de escrita, o pensamento e o mesmo nível do funcionário para atender seus clientes.

Ainda existe muito preconceito para os não formados nas três mais conhecidas faculdades de SP, por isso, os jovens que possuem interesse em traçar uma carreira consultiva dentro de um renomado escritório devem sim se preocupar com sua faculdade, mas aqueles que sonham trabalhar em organizações, devem se preocupar mais com suas especializações e no conhecimento da área, inclusive no comportamental, o que faz com que especialistas da área brilhem os olhos ao ver perfis completos e altamente colaboradores para suas empresas.

A Santivo está aqui para ajudar vocês na formação, por isso se caso possuem interesse em abordar algum tópico interessante, ou dicas de alguma matéria ainda não explorado no mercado, envie sua sugestão para nós abordarmos isso pra você.
Mande um email: santivo@santivo.com.br

Dicas de Entrevista

Cuidado! O corpo pode falar por você.

A busca de emprego - uma entrevista, a venda de uma idéia, a explicação de sua experiência, são momentos onde o entrevistador procura observar o candidato como um todo. Preocupando-se demais em usar as palavras certas e falar o que acreditamos ser o esperado e sem usar jargões, acabamos esquecendo que a linguagem corporal exerce um papel fundamental, pois atrai ou repele as pessoas mesmo antes que as palavras sejam ditas. O modo de andar, sentar, olhar, a posição da cabeça, gestos, postura e vestuário são observados através desta linguagem , que mesmo sendo universal não é tão conhecida e percebida quanto deveria.

Alguns gestos são muito sugestivos, como descrevemos abaixo:

Um sorriso envia uma mensagem especial, de satisfação em vê-lo, prazer em compartilhar um momento. Ao sorrir no contato com clientes, fornecedores, superiores ou mesmo em situação de entrevista, o sorriso indica que você está aberta a novos conhecimentos e que eles são bem vindos à você.

Entrar na sala com postura reta, cabeça erguida, olhando nos olhos de quem a recebe sugere que você está confiante e segura de suas metas. Entusiasmo dá maior importância e vitalidade ao que você está dizendo. Porém, cabeça muito empinada pode indicar sentimentos de superioridade ou esforço em cobrir algum medo – comportamentos absolutamente dispensáveis.

Para transmitir suas idéias e convicções com clareza e objetividade é importante manter contato visual. Olhar nos olhos do interlocutor de forma constante pode demonstrar atenção e aceitação ao que está sendo dito, mas isto não significa que seus olhos não podem desviar-se uma vez ou outra. Olhar cabisbaixo denota decepção e tristeza, levantar as sobrancelhas indica dúvidas. Olhar para os lados significa que você está pensando, não entendeu ou não concorda com o que está sendo proposto.

Gestos transmitem entusiasmo e dão maior ênfase à conversa – uma pessoa agressiva ou invasiva debruça-se em cima da mesa, uma pessoa recatada ou fechada senta-se para trás na cadeira. Controlar os gestos demais pode ser encarado como frieza ou pouco caso, comprimir os lábios significa dificuldade, cruzar os braços significa que você não está aberta à novas colocações, mãos fechadas - raiva, mãos abertas - nada a esconder. Todo gesto tem um significado.

Alguns maneirismos também não são bem vistos pelos entrevistadores. Olhar muito no relógio demonstra impaciência e pressa para fazer outra coisa, não estando tão absorto no momento presente; brincar e fazer barulhos com pulseiras, anéis ou canetas também indicam ansiedade e impaciência, sem mencionar o fato de ser irritante e de mal gosto.

O modo como você se veste também diz muito sobre a sua pessoa. Sua roupa deve estar de acordo com o cargo que você busca, bem como sua bolsa, sapato, penteado e acessórios.

Espaço também é importante – cada um precisa do seu. Não se coloque muito perto nem muito longe do entrevistador. Sua distância revela sua relação com a pessoa: íntima, de trabalho, antagônica, etc.

Você será capaz de entender a linguagem corporal dos seus colegas de trabalho de passar a perceber a sua própria linguagem e aprender a controlá-la. Se a sua linguagem corporal contradiz o que você diz, você acaba por confundir e irritar seus ouvintes e pode perder uma vaga potencial, onde poderia ter excelente desenvolvimento de carreira. Procure desenvolver uma linguagem corporal que revele você como uma pessoa confiante, atenciosa, de fácil acesso e capaz de resolver qualquer problema.

Como conseguir um emprego na entrevista.

Para conseguir um bom emprego com bom salário é necessário estudar muito e ter experiência. Mas não são somente esse dois itens que realmente vai definir quem será ou não contratado na hora da entrevista. Há muitas outras coisas que pode fazer de você um profissional de sucesso. Confira a seguir dicas como se comportar em uma entrevista de emprego.

Na hora da entrevista dá sempre aquele nervosismo, isso é normal, porém você deve controlar a situação. Nada de deixar a ansiedade tomar conta de você. Seja natural, converse, seja verdadeiro e tenha iniciativa.

É essencial que você tenha um cartão postal, ou seja, um discurso ou apresentação de você mesmo. Os entrevistadores podem pedir que você fale ou escreva, então esteja preparado. Pratique em casa, faça seu discurso sobre quem é você, suas qualidades e objetivos. E finalize com uma frase que fale de você e que ao mesmo tempo seja um diferencial. Tome cuidado, a carta de apresentação deve ser breve, não faça um livro.
Na entrevista seja educado e sofisticado. Nada de falar gírias e palavrões. Lembre-se que você está sendo vigiado a todo o momento, por isso deve tomar cuidado também com suas atitudes, alguma ação que transmita impaciência ou raiva.

Esteja bem apresentável, procure usar roupas sociais, com cores neutras. Tente conhecer a empresa por meio do seu site, assim você poderá ter uma noção da cultura da empresa e o que você pode vestir, mas na dúvida não arrisque, vá com uma roupa comportada.

Conhecer outras línguas pode e muito ajudar na hora da entrevista. Por mais que você não use esse conhecimento no dia-a-dia, as empresas sempre buscam pessoas com mais nível cultural possível.